As principais mudanças do mercado de trabalho para 2026

Salários menores e comportamento da nova geração dificultam contratações

O mercado de trabalho vem se transformando ao longo dos anos, sejam por vagas novas, o avançado da tecnologia e o comportamento dos profissionais que concorrem em processos seletivos. Essa mudança se dá de forma natural com variáveis que dificultam e outras que facilitam as contratações. As empresas, que estão no meio disso tudo, vêm encontrando alguns obstáculos para exercerem seus projetos.

Depois da pandemia do Covid-19, percebeu-se muitas mudanças no dia-a-dia. Uma delas é a redução de salários ofertados durante seleções, o aumento significativo de contratações PJ, o home-office, o trabalho híbrido e tantas outras. A questão é que o acompanhamento dessas mudanças não é algo fácil para muitos profissionais, porém, é um caminho sem volta que precisa alinhar-se com o comportamento de muitos talentos que concorrem às vagas.

 

Hoje vamos conhecer os principais pontos de mudanças que ocorreram nos últimos anos e que devem impactar muitos aspectos no ano de 2026.

 

PROFISSIONAIS COM CONHECIMENTOS DUPLOS

 

Com o caos da pandemia que vivemos de 2019 até 2021, muitos profissionais foram dispensados de seus empregos, criando uma longa lista de ofertas de mão-de-obra em todo o território nacional. Esse crescimento de oferta fez com o que as empresas se tornassem mais exigentes. Uma dessas exigências é o conhecimento duplo, o que antes não era praticado.

 

A cada 10 contratações, 07 passaram a pedir profissionais mais completos em termos técnicos. Por exemplo, o que antes eram duas vagas, uma de engenheiro outra de gestor de vendas, passou-se a existir a cobrança de engenheiros técnicos e comerciais, transformando o que antes eram dois empregos, para apenas um. Outro exemplo que podemos citar é o setor de RH, que antes contratava uma pessoa para o recrutamento e seleção, e outra para folha de pagamento e benefícios. Mais uma área é a financeira com a contábil/fiscal. Resumindo…. hoje querem os dois juntos em um único profissional.

Considerando essa mudança, o momento mostra que é importante termos conhecimentos completos sobre as áreas que atuamos, com a atuação em pelo menos duas sub-áreas dentro de uma área. Profissionais assim têm sido disputados por muitas empresas.

 

O COMPORTAMENTO DA NOVA GERAÇÃO DE PROFISSIONAIS

Outro ponto que tem impacto o mercado de trabalho é o comportamento da nova geração de profissionais. Alguns fatores têm dificultado o preenchimento de vagas. Entre eles, podemos destacar:

– home-office ou híbrido: muitos profissionais não querem mais trabalhar presencial, negando, em alguns casos, propostas que não atuem com o trabalho híbrido ou home-office. Isso tem diminuído significativamente a capacidade de contratações por parte das empresas.

– indiferença quanto a pressa: o senso de urgência tem sido um comportamento perdido ao longo dos meses. Quando contatados, muitos profissionais chegam a demorar até dias para a resposta, seja por e-mail, rede social ou whatsapp. Outros, mesmo vendo os contatos feitos, não respondem. Ainda não se entende ao certo o motivo dessa indiferença, mas é algo real de todos os dias e motivo de queixas de muitos recrutadores.

– o desejo de atuação com a prestação de serviço: muitos profissionais também não querem mais trabalhar CLT, de forma exclusiva. Em conversas durante processos seletivos levantam a possibilidade de trabalhar como prestador(a) de serviço, o que possibilita que atendam mais de uma empresa na sua atividade. Isso tem dificultado as cobranças por resultados e fidelidade às informações organizacionais.

– o crescimento do empreendedorismo: a pandemia também criou um novo cenário e nova uma ordem econômica: a de ter o próprio negócio. Com o aumento do desemprego devido as muitas demissões que ocorreram nesse período, muitas pessoas passaram a encontrar o negócio próprio como alternativa de sobrevivência. A questão é que, nessa migração, muitos perceberam que ganham mais dinheiro sendo empreendedores do que funcionários e isso dificulta as contratações de muitas empresas devido as rejeições dadas por essas pessoas.

OPERAÇÕES FÍSICAS PARA O DIGITAL

Muitas empresas começaram a mudar suas operações para o mercado digital, seja com o e-commerce ou com entregas realizadas através de pedidos feitos por aplicativos. Isso cria a necessidade de profissionais conhecerem o digital como forma de atendimento, vendas e logística. A dinâmica da operação física é diferente da online, requerendo conhecimentos específicos sobre isso.

Algumas das empresas optaram por unir o digital com o físico e outras decidiram a ida somente para o digital. Essa escolha tem criado uma condição não tão boa para o universo do recrutamento e seleção: muitos profissionais de áreas tradicionais ainda não conseguiram incorporar suas atividades para o digital, que requer uma dinâmica diferente de atuação em sua rotina diária.

Acompanhamento o crescimento das entregas através de pedidos realizados por aplicativos, vemos o crescimento de empresas que ofertam alugueis de motocicletas e bicicletas para entregadores.

O MERCADO ATUAL TEM GERADO MUITOS DIVÓRCIOS

Por mais que pareça absurdo, é uma realidade. Com as novas vagas que vêm surgindo com o crescimento da tecnologia, alguns profissionais com perfis muito específicos têm sido caçados por organizações, que quase sempre levam eles de um estado para o outro ou até mesmo país. Nesse contexto, nem sempre o cônjuge tem o desejo de ir junto, causando separações.

Com isso, o aumento de procura de empresas por psicólogos tem aumentado de forma assustadora. Percebeu-se, nos últimos meses, um significativo avanço em problemas sociais e interpessoais.

A NECESSIDADE DO MANDARIM COMO SEGUNDO IDIOMA

O que parecia improvável há alguns anos hoje é realidade. O mandarim, língua primária da China, tem se tornado cada vez mais buscado em perfis de profissionais por todo o país. Isso se dá devido o aumento do mercado comercial da China com o Brasil. Muitas empresas de lá ainda não possuem o hábito de fazerem tratativas em inglês, como normalmente sempre ocorreu, havendo a necessidade da língua local. Com a falta de profissional com essa formação, muitas organizações têm optado por enviarem profissionais de lá para cá, pelo menos por um tempo.

Além do inglês, estima-se que o mandarim seja o idioma com maior aquecimento de demanda de mercado nos próximos 10 anos. É um caminho sem volta.

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