Nova faixa de isenção do IR beneficia milhões de brasileiros e impulsiona o crescimento econômico

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que recebem até R$ 5 mil mensais inaugura um novo capítulo na política de distribuição de renda no país e marca um avanço estrutural na economia brasileira a partir de 2026. Sancionada em novembro de 2025, a lei nº 15.270/2025 deve provocar impactos positivos no consumo, na geração de empregos e na redução das desigualdades sociais.

Além da isenção integral para quem ganha até R$ 5 mil mensais, a nova legislação também prevê a redução gradual da alíquota do IR para contribuintes com rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7.350 mensais. As mudanças vão se refletir na Declaração do Imposto de Renda Pessoa Física de 2027, que considera os rendimentos de 2026.

Segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), em alguns estados, como Maranhão, Piauí e Ceará, a medida pode alcançar mais de 95% da população economicamente ativa, ampliando de forma significativa o número de brasileiros beneficiados diretamente pela desoneração. Antes da mudança, a faixa de isenção contemplava apenas rendas até R$ 2.428 por mês, e até R$ 3.036 considerando o desconto simplificado, patamar considerado defasado frente ao custo de vida e à inflação acumulada dos últimos anos.

Com mais renda disponível no orçamento das famílias, a expectativa é de fortalecimento do mercado interno e estímulo ao consumo. Para especialistas, a medida representa um importante mecanismo de dinamização da economia, ao ampliar a capacidade de compra de milhões de brasileiros e estimular a circulação de recursos nos setores de comércio, serviços e indústria.

“Este incremento na renda disponível é capaz de gerar um ciclo virtuoso na economia brasileira: com mais dinheiro no bolso, as famílias consomem mais, a indústria e o comércio crescem e novos postos de trabalho são criados, impulsionando a economia como um todo”, afirma o economista Thiago de Moraes Moreira, autor de estudo sobre impactos da isenção do Imposto de Renda.

A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda tem impacto direto no orçamento de famílias que vivem da renda do próprio trabalho, especialmente entre mulheres que acumulam responsabilidades profissionais e domésticas. A isenção da carga tributária representa mais fôlego financeiro no cotidiano e a possibilidade de direcionar recursos antes comprometidos com impostos para despesas essenciais.

“Eu, que sou mãe solo de duas crianças e que tenho uma renda mensal que se enquadra, só tenho a agradecer essa nova lei de isenção do IR, pois o valor que irei economizar será utilizado nas contas da casa. Minha família será beneficiada, seja com uma compra no mercado ou uma conta de luz ou de água, no lazer das crianças, sempre ajuda”, conta Desiree de Miranda.

Com a nova regra, trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos, aposentados e pensionistas do INSS ou de regimes próprios passam a ficar totalmente isentos do IRPF, desde que a renda mensal total não ultrapasse R$5 mil.

“Eu sou CLT tinha os descontos mensais na folha de pagamento referentes ao IR. Essa nova lei vai me ajudar bastante. Eu comprei meu primeiro imóvel e ter esse dinheiro a mais todos os meses vai ser muito bom”, afirma Mayara Coutinho, analista de recursos humanos.

Segundo o Ministério da Fazenda, outra categoria que será amplamente beneficiada pela nova lei do IR é a de professores. A ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil deve beneficiar cerca de 1 milhão de professores da educação básica em todo o país. Desse total, aproximadamente 620 mil deixarão de pagar o imposto. A estimativa consta em nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que analisou os efeitos da nova legislação sobre a renda dos professores.

Correção de distorções históricas com justiça fiscal

De acordo com o Ministério da Fazenda, a ampliação da faixa de isenção corrige uma distorção histórica do sistema tributário brasileiro, marcado pela regressividade no topo da renda. Isso significa que, até então, pessoas de altíssima renda, a partir de R$ 600 mil por ano, acabavam pagando, proporcionalmente, alíquotas semelhantes às de quem recebe cerca de R$ 7 mil por mês, um dos fatores que colocam o Brasil entre os países com maior concentração de renda do mundo.

Durante o anúncio da ampliação da faixa de isenção, o governo federal afirmou que “está promovendo justiça tributária e devolvendo renda para quem mais precisa” e afirmou que essa é uma medida que fortalece o consumo, movimenta a economia e contribui para reduzir desigualdades históricas no Brasil.

A nova lei também recebeu ampla repercussão no debate público. Uma pesquisa realizada pelo Instituto Real Time Big Data aponta que 74% dos brasileiros são favoráveis à isenção do IR para quem recebe até R$ 5 mil por mês e que cerca de 49% acredita que a medida contribuirá positivamente para a economia.

Responsabilidade fiscal e medidas compensatórias

A renúncia fiscal com a ampliação da faixa de isenção é estimada em cerca de R$ 28 bilhões por ano. No entanto, segundo o Observatório de Política Fiscal e o Ministério da Fazenda, duas medidas compensatórias devem garantir o equilíbrio das contas públicas: a tributação de lucros e dividendos acima de R$ 50 mil e a criação de um imposto mínimo de até 10% para rendas superiores a R$ 600 mil por ano. Juntas, essas medidas têm potencial de arrecadação estimado em aproximadamente R$ 30 bilhões, superando o valor da desoneração em 2026.

Para o governo, essa nova configuração do IR representa uma mudança estrutural no modelo de arrecadação, aproximando o Brasil de padrões adotados em países desenvolvidos, onde a tributação é mais progressiva e incide com maior peso sobre as camadas de renda mais elevadas.

Tabela: Projeção do impacto de consumo da isenção do Imposto de Renda

Faixa de renda mensal Incremento médio mensal na renda Propensão ao consumo
R$ 3.000 a R$ 4.000 ≈ R$ 100 90%
R$ 4.000 a R$ 5.000 ≈ R$ 315 82%
R$ 5.000 a R$ 7.000 ≈ R$ 155 76%
Fonte: Estudo “Impactos da isenção do Imposto de Renda”, de Thiago de Moraes Moreira

Para o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda contribui para aumentar a eficiência e a competitividade da economia brasileira, além de reduzir desigualdades e estimular o desenvolvimento regional.

Ao combinar justiça fiscal, estímulo ao consumo e responsabilidade orçamentária, a nova política tributária se consolida como uma das principais alavancas de desenvolvimento econômico e social do Brasil a partir de 2026. Mais renda no bolso, mais oportunidades e um país mais justo, dinâmico e competitivo.

[Conteúdo produzido com apoio do Governo do Brasil.]

Editado por: Geisa Marques
https://www.brasildefato.com.br/2026/02/20/nova-faixa-de-isencao-do-ir-beneficia-milhoes-de-brasileiros-e-impulsiona-o-crescimento-economico/

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